A residência está localizada em uma vasta propriedade, a beira da represa de Avaré, a 250 Km de São Paulo. A vastidão da paisagem, caracterizada pela escassa vegetação, sugeria uma implantação discreta. A casa é um longo pavilhão de pavimento único que se insere na paisagem como uma linha horizontal. Esta linha é perturbada apenas por uma grande cobertura que, pairando sobre o pavilhão, anuncia a presença de um ponto especial: uma grande varanda coberta que é também o ponto de entrada e lugar de confluência da casa. A estrutura espacial da casa está determinada por seu corte transversal. Duas longas calhas de concreto que percorrem toda a extensão do pavilhão determinam a posição da circulação longitudinal e da varanda que olha para a represa. Estas calhas são, simultaneamente, apoio para as coberturas dos volumes fechados,  captadoras da agua pluvial e proteção solar. Conectados pelas duas calhas longitudinais, os volumes fechados abrigam as atividades mais reservadas da casa, tais como dormitórios  e banhos. Na área central da casa, sob a grande cobertura aérea, estão concentradas as atividades coletivas tais como a varanda, o estar e a cozinha. Os espaços de vivência e circulações da casa são abertos, tirando máximo proveito do ameno clima local e das permanentes vistas que o lugar oferece.