Algae City’ responde a novos desafios em matéria de consumo de energia e contenção da expansão devastadora da malha urbana. Nós propomos uma intervenção de alta densidade com módulos auto-suficientes baseados em infra-estruturas públicas para transporte, produção alimentar e de energia limpa com base no hidrogênio gerado a partir de algas. O desafio proposto pelo concurso induziu-nos a elaborar a ideia de associar as cidades do futuro com uma aglomeração ineficiente existente. Uma rede local vai conectar a aglomeração existente a um modelo mais produtivo. Esta pequena rede, que inclui 4 células autarquicas, está inserida na paisagem em uma maneira simples. Além dos benefícios ambientais e sociais, essa intervenção oferece uma visibilidade dentro do panorama global [viabilidade no mercado global de cidades]. Cada célula deve acomodar 50.000 habitantes em uma área projetada de 1 quilômetro quadrado [100 ha]. A sua morfologia provoca uma ocupação racional do território [contenção].

Aqui o conceito da cidade compacta evoluiu para o conceito de superestrutura, onde as características de densidade e de urbanidade estão levadas ao extremo. O empilhamento das grandes superfícies superpostas constitui o solo urbano desta superestrutura. Cada plataforma funciona como uma extensa galeria de serviços urbanos, capaz de servir de apoio para as mudanças contínuas de ocupação, intrínsecas à dinâmica da cidade [mutabilidade]. A forma de ocupação não é predeterminada: as regras para a utilização e ocupação precisam ser permanentemente discutidas pela comunidade: Participação. Entendendo que a crise ambiental global tem as mesmas causas sociais que a atual crise do espaço público nas nossas cidades, nós concebemos uma cidade que tem por objetivo de restabelecer a relação entre o indivíduo e o domínio público.

O espaço público é o protagonista desta estrutura, criando um ambiente urbano intenso e diversificado. Um sistema gerador de hidrogênio será a base do abastecimento energético da cidade. A capacidade de armazenamento em tanques de alta pressão proporciona condições para enfrentar eventuais crises, bem como um melhor controle da relação produção versus consumo. A energia para a superestrutura deve vir de outras fontes também, estabelecendo um equilíbrio saudável das fontes de energia limpas. Perfuração profunda, fazenda solar, centrais elétricas movidas pelas marés [maremotriz], e bio-diesel feito a partir do descarte das algas.